O professor de química e o século XXI: novos caminhos ou passadas antigas?

Ana Lúcia Rodrigues Gama Russo, Jorge Cardoso Messeder

Resumo


Neste artigo, discutimos o que no cenário atual da educação brasileira, em termos de pesquisa e publicação no ensino de química, pode ser considerado como inovador, associando-se ao que se tem de mais recente em termos de legislação. Para tanto, realizamos uma revisão bibliográfica em cinco publicações da área, analisando seus artigos e classificando-os segundo os temas por nós considerados inovadores, a saber: História e Cultura Africana e Indígena, Educação em Direitos Humanos e Química Verde. Importa-nos saber de que forma estes saberes estão sendo discutidos no contexto escolar, numa visão global. No recorte temporal escolhido, não foram encontradas publicações relacionadas à cultura africana e aos direitos humanos, encontramos três publicações sobre a cultura indígena e catorze sobre Química Verde, demonstrando que temáticas mais ligadas à área industrial, ainda apresentam um maior interesse ou divulgação. Inferimos de nossas análises, que um longo caminho ainda deve ser percorrido para que realmente o ensino de química esteja mais conectado às questões socioculturais de nossa sociedade e, que isso, sem dúvida, deve passar por um olhar mais atento à formação inicial e continuada de nossos futuros professores de Química.

Palavras-chave


Ensino de Química; História e Cultura Africana e Indígena; Direitos Humanos; Química Verde;

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