A formação ético-deontológica, parente pobre na formação de professores?

Maria Teresa Estrela, Maria Rosa Afonso

Resumo


Partindo do princípio da importância da formação ética e deontológica dos professores como condição do seu profissionalismo, em especial num tempo de grande pressão normativa sobre as escolas e os docentes, quisemos analisar os princípios orientadores dessa formação consagrados na legislação portuguesa pós-Processo de Bolonha, o tipo de profissionalismo que eles veiculam e o modo como são transpostos para os planos curriculares dos mestrados de ensino de instituições de formação. Encontrámos desfasamentos evidentes em relação à legislação e grande variabilidade na transposição da legislação para os planos de formação. As maiores semelhanças dizem respeito aos objectivos – quando eles aparecem definidos. Concluímos que, de forma geral, a formação ética dos professores é uma espécie de parente pobre do processo de formação de professores, quando as preocupações legislativas se orientam para a formação nas áreas disciplinares e didácticas de ensino, sem dúvida indispensável, mas desvirtuadas pela pressão economicista de rentabilidade e competitividade do ensino e da formação.


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Rev. Intern. Form. Prof., Itapetininga, SP, Brasil, e-ISSN 2447-8288

Ano de fundação: 2015

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