Currículos tecidos em redes de conversações: para além da objetivação do outro

Janete Magalhães Carvalho

Resumo


Analisa processos curriculares como objetivação do outro e/ou como abertura para produção de subjetividades singulares. Compreende essas faces dos currículos como interpenetradas no plano de imanência dos cotidianos escolares, podendo, entretanto, se manifestarem de modo a produzir subjetividades burocratizadas ou inventivas. Defende que o incremento de redes de conversações, estimulam processos de singularização em modos coletivos de estar na escola, assim como ativam a potência das ações coletivas ao mesclar o individual com o grupal, o social. Destaca que a constituição de redes de conversações ao incitar o compartilhamento de experiências, saberes, afetos, envolvem todos aqueles potencialmente interessados em pensar o currículo escolar. Conclui que as redes de conversações dão impulso à inteligência coletiva pois, ao colocarem forças em relação, instituem outros modos de pensar e fazer currículo, docência e processos aprendentes

Palavras-chave


Currículo; Produção de subjetividade; Redes de conversações; Cotidiano escolar

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