A formação de professores em tempos virtuais: a linguagem e novas tecnologias

Solange Aparecida de Souza Monteiro, Paulo Rennes Marçal Ribeiro

Resumo


O artigo examina os desdobramentos da formação de professores nos atuais procedimentos de virtualização dos processos produtivos e interativos no que estes representam, e podem representar, para a constituição de um novo sujeito e universo de experiência da realidade e das atividades cotidianas dos indivíduos. O professor, neste contexto de mudança, precisa saber orientar os educandos sobre onde colher informação, como tratá-la e como utilizá-la. Esse educador será o encaminhador da autopromoção e o conselheiro da aprendizagem dos alunos, ora estimulando o trabalho individual, ora apoiando o trabalho de grupos reunidos por área de interesses. Reformulação que enquadra de novo modo o próprio  conjunto das potências de percepção e apropriação objetiva e subjetiva de mundo. A partir da inquirição destes aspectos, ensaia-se, ao fim, uma prospecção das implicações para a formação de professores e o  desenvolvimentos para a atividade educativa. Na chamada Sociedade da Informação, processos de aquisição do conhecimento assumem um papel de destaque e passam a exigir um profissional crítico, criativo, com capacidade de pensar, de aprender a aprender, de trabalhar em grupo e de se conhecer como indivíduo. Cabe a educação formar esse profissional e para isso, esta não se sustenta apenas na instrução que o professor passa ao aluno, mas na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas competências, como: capacidade de inovar, criar o novo a partir do conhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia, comunicação. É função da escola, hoje, preparar os alunos para pensar, resolver problemas e responder rapidamente às mudanças contínuas.

Palavras-chave


Formação de Professores; Sensibilidade; Virtualidade; Novas Tecnologias.

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