Estudo das características clínico-epidemiológicas de crianças internadas com apendicite aguda em um hospital terciário

Flavia Castro Andrade, Jose Eduardo Gomes Bueno de Miranda

Resumo


A apendicite aguda em pediatria é a situação clínica mais comum de dor abdominal que leva à cirurgia de emergência. O objetivo foi traçar o perfil sócio-demográfico, clínico e cirúrgico da população com apendicite aguda da enfermaria de pediatria do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP). Os responsáveis pelas crianças de 2 a 11 anos, internadas em pós-operatório de apendicite aguda, foram entrevistados e responderam o questionário sócio-econômico. Para análise estatística foram usados: testes do qui-quadrado, exato de Fisher, Wilcoxon rank sum, Kruskal-Wallis rank sum e regressão logística. A amostra totalizou 48 pacientes, predominando o sexo masculino (64,6%), a média etária foi 7,4 anos. A sintomatologia clássica da apendicite e a ocorrência de complicações prevaleceram nos casos graves. As classes sociais não se relacionaram com a gravidade. A maioria dos pacientes, que receberam alta em outro serviço, sem feito o diagnóstico, foi classificada como grau IV. Houve relação entre o intervalo dos sintomas ao diagnóstico com estágios mais avançados, em que cada dia que o paciente permanece sem diagnóstico o risco de evolução para grau IV aumenta 2,9 (OR 2,9; 95% CI = 2,32 - 3,64). O perfil encontrado sugere população suscetível a desenvolver apendicite complicada, devido ao intervalo de tempo prolongado até o diagnóstico. Logo, esforços devem ser direcionados para que haja melhor avaliação clínica e laboratorial nos serviços de emergência, a fim de se evitar prejuízos tanto para o paciente como para o sistema público de saúde.


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Revista Brasileira de Iniciação Científica, Itapetininga, SP, Brasil, ISSN: 2359-232X

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